Cogumelo-do-Sol – Agaricus blazei murill
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O Cogumelo-do-Sol é também conhecido como Agaricus, Agaricus blazei, Agaricus blazei murill, Agaricus subrufescens, Agaricus sylvaticus, Agaricus brasiliensis, Agaricus rufotegulis e outros nomes. O Cogumelo-do-Sol é uma espécie de cogumelo comestível, com sabor adocicado e aroma de amêndoas. Este cogumelo também é conhecido como um cogumelo medicinal, por suas supostas propriedades medicinais, vez que estudos indicam que ele pode estimular o sistema imunológico. O Cogumelo-do-Sol é comercializado por suas supostas propriedades medicinais sob vários nomes, incluindo o ABM (Agaricus blazei Murill), Cogumelo-do-Sol (Cogumelo-Sol), Cogumelo-de-Deus (Cogumelo-Deus), Cogumelo-da-Vida (Cogumelo-Vida), Fungo-Brasileiro, Himematsutake, Royal Agaricus, Mandelpilz, Mushroom e Amêndoa.
O cheiro de amêndoas do Cogumelo-do-Sol é principalmente devido à presença de benzaldeído, álcool benzílico, benzonitrila, e benzoato de metilo.
Devido ao fato do Cogumelo-do-Sol conter um alto nível de beta-glucanas, compostos conhecidos por estimularem o sistema imunológico, o fungo é usado na terapia oncológica no Japão e no Brasil. Além de beta-glucanas, o efeito do cogumelo sobre o sistema imunológico é também devido a outros polissacarídeos, tais como as alfa-glucanas. No Japão, o Agaricus é utilizado por um número estimado de 500.000 pessoas, além de ser o remédio natural mais popular da medicina complementar e alternativa usada por pacientes com câncer. Tem-se observado cientificamente que a variação da qualidade no cultivo do Agaricus pode afetar a capacidade do cogumelo de benefíciar as células do sistema imunológico.
O Agaricus blazei um dos cogumelos medicinais mais populares na medicina natural e na culinária por sua textura e sabor. Essa espécie de cogumelo nativo do Brasil, é amplamente cultivada no Japão por suas propriedades medicinais. O Agaricus blazei tem sido utilizada na medicina complementar e alternativa para o tratamento de muitas doenças imunológicas e está sendo estudado como potencial alternativa natural para o tratamento de câncer. Era tradicionalmente usada para tratar muitas doenças comuns, como doenças cardiovasculares, hepatite, colesterol alto, diabetes e doenças de pele, como o eczema.
Uma pesquisa realizada com células animais mostrou que o Agaricus pode estimular células do sistema imunológico a produzirem citocinas, como interferons e interleucinas. Além disso, os cogumelos Agaricus são conhecidos por terem propriedades anti-virais em culturas de células, no entanto, a capacidade do cogumelo em inibor vírus no corpo humano ainda não foi amplamente estudada. Outros cogumelos também são conhecidos por terem propriedades anti-virais, antibacteriana e antifúngicas.
Além de regular o sistema imune, pesquisar sugerem que o Cogumelo-do-Sol tem um efeito benéfico no colesterol, inibindo fatores patogênicos e a angiogênese. Pesquisas em animais sugerem também que o Agaricus pode diminuir os níveis de glicose no sangue e melhorar a resistência à insulina.
O Agaricus foi primeiramente descrito pelo botânico americano Charles Horton Peck em 1893. No final do século XIX e início do século XX, era cultivado no leste dos Estados Unidos e foi redescoberto mais uma vez no Brasil durante os anos 1970 e identificado como sendo o Agaricus blazei Murrill, uma espécie identificada originalmente na Flórida. O Cogumelo-do-Sol se forma individualmente ou em grupos em folhas caídas em solo rico, muitas vezes em ambientes domésticos. Foi originalmente encontrada no nordeste dos Estados Unidos, mas foi encontrada crescendo na Califórnia, Havaí, Grã-Bretanha, Holanda, Israel, Taiwan e Brasil.
O pesquisador Richard Kerrigan realizou testes genéticos e interfertilidade em várias cepas fúngicas e mostrou que as amostras das linhagens brasileiras chamadas de Agaricus blazei e Agaricus brasiliensis foram geneticamente semelhantes a variedade americana Agaricus subrufescens. Os mesmos testes também comprovaram a semelhante da variedade européia Agaricus rufotegulis. A única diferença é que o Agaricus subrufescens é o nome mais antigo, e por isso, possui prioridade taxonômica.
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Texto publicado no dia 20.05.2010 e arquivado em Plantas Medicinais. Aviso importante: O conteúdo aqui publicado se destina única e exclusivamente para fins educativos, de pesquisa e informação e não substitui o diagnóstico e/ou tratamento médico profissional. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. Perguntas e comentários com solitações de qualquer tipo de indicação de uso ou parecer médico serão ignoradas. No caso possíveis erros de conteúdo, utilize e-mail para que sejam realizadas possiveis retificações.
